Lippia alba (Mill)N. E. Brown (Erva-cidreira-brasileira).

2.4.5 - Lippia alba (Mill)N. E. Brown (Erva-cidreira-brasileira).

2.4.5.1 - DESCRIÇÃO
Subarbusto bianual, muito ramificado dicotomicamente, alcançando até 1,5 m de altura, raramente 2 m.
Folhas oblongo-agudas, opostas; abertas, de bordos serreados, de 3-6 cm de comprimento. Cor verde claro a escuro. Possui cheiro forte aromático, semelhante ao da erva-cidreira (Melissa officinalis).
Caule herbáceo de cor castanho claro. Seus ramos são finos, esbranquiçados, arqueados, longos e quebradiços.
Flores róseo-violáceas, azul-arroxeadas, “brancas”, reunidas em inflorescências axilares capituliformes de eixo curto e tamanho variável. Inflorescências compostas por um disco central de flores ainda não desenvolvidas rodeado por apenas três a cinco flores liguladas. Reunidas em umbelas.
Frutos drupáceos, globosos, de cor róseo-arroxeada.
Sementes são pouco visíveis por causa de seu diminuto tamanho.
Raízes fasciculadas, devido ao seu tipo comum de multiplicação assexuada.
(Lorenzi, H. et al., 2002; Almassy Júnior, A.A. et al., 2005; Pereira Pinto, J.E.B. et al., 2000; Mattos, S. H. et al., 2006).
* Ver fotos no anexo.

2.4.5.2 - USOS
a) Ação calmante e espasmolítica suave. Alívio de pequenas crises de cólicas uterinas e intestinais, bem como no tratamento do nervosismo e estados de intranqüilidade (Pereira Pinto, J.E.B. et al., 2000). Estomáquicos e carminativo (Lorenzi, H. et al., 2002).
Infusão: Uma colher (sopa) de folhas frescas para cada ½ litro de água. Tomar 4 a 6 xícaras de chá ao dia. (Pereira Pinto, J.E.B. et al., 2000; Ache tudo e região, 2008; Escola superior de agricultura “Luiz de Queiroz”, 2008).

b) Dor de barriga e digestão.
Infusão: Usar 10 folhas (4g) numa xícara de água e tomar quando necessário. Para digestão, tomar após as refeições (Programa Municipal Fitoviva, 2008).

c) Bronquites, resfriados e infecções respiratórias.
Tintura: 100g de folhas para meio litro de álcool diluído (3 partes de álcool e 2 partes de água). Tomar uma colher de chá 3 vezes ao dia (Programa Municipal Fitoviva, 2008).

2.4.5.3 – TOXICIDADE E CUIDADOS NO USO
Toxicologia: popularmente não se recomenda o uso por hipotensos (pressão baixa). (Almassy Júnior, A.A. et al., 2005; Paróquia Santuário São Leopoldo Mandic, 2008; Ache tudo e região, 2008; Escola superior de agricultura “Luiz de Queiroz”, 2008).


2.4.5.4 - CULTIVO
Originária da América do Sul, especialmente Brasil, onde é nativa de quase todo o território (Mattos, S. H. et al., 2006). É encontrada como planta espontânea em terrenos abandonados e também cultivada em hortas domiciliares (Almassy Júnior, A.A. et al., 2005).

PROPAGAÇÃO
Facilmente cultivável por estaquia e devem-se utilizar estacas lenhosas com três gemas. (Almassy Júnior, A.A. et al., 2005; Herbário, 2008; Corrêa Junior, C. et al., 2006; Pereira Pinto, J.E.B. et al., 2000; Mattos, S. H. et al., 2006).

PLANTIO
Primavera (Almassy Júnior, A.A. et al., 2005). O plantio pode ser feito diretamente no local definitivo ou através de mudas enraizadas com 30 dias de idade (Mattos, S. H. et al., 2006).

CLIMA
Subtropical e temperado. Não tolera excesso de calor ou frio. (Almassy Júnior, A.A. et al., 2005; Pereira Pinto, J.E.B. et al., 2000).

SOLO
Gosta de solo rico em matéria orgânica, com boa drenagem (Almassy Júnior, A.A. et al., 2005). Vegeta em solos arenosos (Pereira Pinto, J.E.B. et al., 2000).
Em solos férteis ou de mediana fertilidade, não necessita de adubações complementares, já em solos pobres, deve-se utilizar esterco bovino curtido como adubo na quantidade de 2 Kg/m2 (Mattos, S. H. et al., 2006).
COLHEITA
Cinco meses após o plantio (Almassy Júnior, A.A. et al., 2005).Colhe-se os ramos floridos, 10-20 cm acima do solo. São feitas duas colheitas por ano (Corrêa Junior, C. et al., 2006).
Segundo Mattos, S. H. (et al., 2006) a primeira e segunda colheita devem ser realizadas com o arranquio apenas das folhas, puxando-as no sentido de baixo para cima dos seus ramos, respectivamente, aos quatro e seis meses de idade. Na terceira colheita, quando as plantas estão com oito meses, faz-se o corte dos ramos a uma altura de 30 cm do solo. A quarta colheita deve ser após quatro meses da terceira, com a mesma metodologia feita na primeira colheita e subsequentemente como as demais (Mattos, S. H. et al., 2006).
As colheitas devem ser feitas entra 15 e 17 horas para obtenção de maiores rendimentos em óleo essencial e de seus constituintes majoritários citral e limoneno (Mattos, S. H. et al., 2006).

PRAGAS E DOENÇAS
Alternaria e Cercospora (Corrêa Junior, C. et al., 2006).

Um comentário:

Unknown disse...

Tomei o chá da lippia alba em gramado no Rio gde do sul a mais ou menos uns três anos e meio e gostei muito,agora gostaria de conseguir uma muda ou sementes dessa planta aquela que tem a flor branca, e venho até os Srs.para ver se podem me informar (se possível ) onde posso eu conseguir (comprar) dessa erva.

Grato pela atenção.